03.03.26
"No comboio que eu tanto amo. O comboio a que põem um nome, e outro, e outro: primeiro. um nome que condiz com a região por onde passa, depois, mais tarde, um nome que não diz nada. Mas o comboio, esse, é sempre o mesmo, com ou sem nome. Este comboio acorda sempre em mim os mesmos sentimentos. Os mesmos desejos. Uma voracidade de partir o coração pela terra que se vê da janela. Vivia num comboio, se alguém me desse um."
Sam Shepard, citado por Francisco José Viegas, em "COMBOIOS PORTUGUESES: Um Guia Sentimental" (Círculo de Leitores, 1988).