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Posto de Escuta

Achados numa página ou rua algures.

Achados numa página ou rua algures.

10.02.25

Gary Snyder, no seu "A Prática da Natureza Selvagem":

O mundo está a ver: não podemos atravessar um prado ou uma floresta sem que uma onda de rumores se espalhe à nossa volta. O tordo precipita-se para longe, o gaio grita, um escaravelho escapa-se por entre as ervas, e o sinal de alerta é transmitido. Toda a criatura sabe quando um falcão anda a caçar ou um ser humano a passear. A informação transmitida através do sistema é inteligência.

10.02.25

Gary Snyder, no seu "A Prática da Natureza Selvagem":

Para aqueles que a procuraram directamente, penetrando no templo original, a natureza selvagem pode ser uma mestra feroz, capaz de despedaçar rapidamente o inexperiente ou o descuidado. É fácil cometer erros que nos ponham em perīgo. Em termos práticos, a vida comprometida com a simplicidade, uma dose apropriada de intrepidez, o bom humor, e muita gratidão, o trabalho e o jogo isentos de mesquinhez, as caminhadas, aproximam-nos do mundo realmente existente e da sua respectiva inteireza.

26.12.24

Isso não significa que a única boa conversa numa montanha seja sobre a montanha. Todos os tipos de temas podem iluminar-se a partir de dentro pelo contacto com ela, tal como o são pelo contacto com outra mente, e assim a discussão pode ser interessante. No entanto, ouvir é melhor do que falar. (...) No entanto, muitas vezes, a montanha dá-se mais completamente quando não tenho destino, quando não chego a lado nenhum em particular, quando saio unicamente para estar com a montanha, como alguém que visita um amigo, sem qualquer intenção a não ser a de estar com ele.

Nan Shepherd, em "A Montanha Viva".

26.12.24

O sono diurno também é bom. No calor do dia, depois de nos termos levantado muito cedo, deitarmo-nos, em plena luz do dia, nos cumes e cair no sono e dele sair é um dos luxos mais doces da vida. Porque adormecer na montanha tem o delicioso corolário do acordar. Sairmos da desorientação do sono e abrirmos os olhos para a encosta escarpada e para a ravina, espantarmo-nos porque nos havíamos esquecido de onde estávamos, é recuperar algum desse prístino assombro raramente saboreado. Não sei se é uma experiência comum (não é, certamente, vulgar no meu sono normal), mas quando adormeço ao relento, talvez porque o sono ao relento seja mais profundo do que o normal, acordo com a mente vazia. A consciência de onde estou regressa quase de imediato, mas, durante um breve momento, olhei com surpresa para um lugar familiar como se nunca antes o tivesse visto.

Nan Shepherd, em "A Montanha Viva".

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