19.02.25
George Steiner, no seu livro "Errata: revisões de uma vida", a descrever o silêncio que encontrou no campo:
"Os silêncios de N. são indescritivelmente vivos. Habitam a luz cambiante nos seus movimentos, sob o jogo das nuvens, ao longo do vale. Paradoxalmente, existe um silêncio no coração das grandes ventanias, da turbulência e chicotadas das tempestades de vento que protegem este paraíso dos turistas. Nas neblinas frequentes que trazem consigo o cheiro a agulhas de pinheiro e a granito húmido, ouve-se uma espécie de silêncio do silêncio."