18.12.24
Martin Latham, nas suas "Crónicas de um livreiro":
Nem a Inquisição, nem a Sorbonne conseguiram refrear a paixão dos parisienses por livros por ideias. É quase como se essa extrema censura e esse absoluto controlo mais não fizessem do que alimentar essa paixão. Um visitante alemão do século XVIII mostrou-se perplexo:
«Todos em Paris leem. Todos, mas as mulheres, em particular, andam com um livro no bolso. As pessoas leem enquanto andam de carruagem ou enquanto passeiam; leem nos intervalos do teatro, nos cafés, até mesmo quando estão a tomar banho. Mulheres, crianças, artífices e aprendizes leem nas lojas. Aos domingos, as pessoas leem sentadas nos alpendres das suas casas: os lacaios leem nos bancos traseiros, os cocheiros, nas suas boleias, e os soldados, enquanto montam guarda» (Citado por Belinda Jack em The Woman Reader.)