09.01.25
“Human identity is no longer defined by what one does, but by what one owns. But we’ve discovered that owning things and consuming things does not satisfy our longing for meaning.”
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09.01.25
“Human identity is no longer defined by what one does, but by what one owns. But we’ve discovered that owning things and consuming things does not satisfy our longing for meaning.”
07.01.25
"Não escamoteemos o oculto, o corpo que se esconde nas franjas do visível. Há que olhar de novo o elemento imaterial que a Idade Média convertia em símbolo - figurar o que não se vê nem ouve nem palpa; ensaiar todas as chaves nessa porta que ninguém sabe onde está, «essa porta aberta (que) mostra apenas, defronte, uma porta fechada» (Pessoa). Por isso fico horas diante do mar a interrogar o caos, as fendas da sua lei. Faltam-me as palavras mas vou olhar até encontrar, regressar."
Casimiro de Brito, em "Arte da respiração".
07.01.25
"Estranha irrealidade, pensou Allen, que não baixara a cabeça. Olhou para os vultos paramentados e curvados do Hoshu e dos sacerdotes, e para a imagem acima deles. A presença sólida do Buda não o fazia parecer mais real que a deidade invisível uma igreja cristã, mas também não o fazia parecer menos real. Pois o ar do templo tinha algo de sagrado, não pela presença dos deuses mas pelas preces e lamentos daqueles que lá iam implorar, pedir, e procurar aquilo que não podia ser encontrado. A atmosfera da humanidade estava encerrada ali, procurando alcançar o além inatingível, suplicando a resposta que nunca é dada."
Pearl S. Buck, em "A flor oculta".
07.01.25
"Quanto menos coisas possuo, dizia Zeno, mais ligado me sinto a todas as coisas. E basta-me um calhau para agarrar o mundo, o calhau que devolvo às águas porque as minhas mãos devem permanecer vazias."
Casimiro de Brito, em "Arte da respiração".
06.01.25
Ainda Goethe, no seu diário de viagens por Itália:
Quero ver se faço em breve uma visita ao Jardim Botânico, e espero descobrir aí muita coisa. É bem verdade que nada se compara à nova vida que a observação de uma terra estranha proporciona a um homem pensante. Embora continue a ser o mesmo, acho que se está dar em mim uma transformação que me atinge até à medula.
06.01.25
Goethe, no seu diário de viagem a Itália, numa reflexão suscitada pela observação, salvo erro da minha memória, das intensas festividades do Carnaval de Roma:
"E se nos é permitido continuar a falar de modo mais sério do que o objecto parece permitir, reparamos que os maiores e mais vivos prazeres, como os cavalos que voam, só por um momento os vemos e nos tocam, quase não deixando vestígios na nossa alma, que a liberdade e a igualdade só no delírio da loucura podem ser nossas, e que o maior prazer só é verdadeiramente excitante quando chega bem perto do perigo e nessa proximidade sente o gozo lascivo das sensações mistas de medo e fascínio."