27.07.24
Essa é uma analogia muito forte do livro: escrever é como correr.
É igualzinho. Tens de ter a prática. E é bom por si. Ninguém te pergunta: "Para onde é que vais a correr?" ou "estás a correr porquê?" ou "estás a correr tão mal" Dizes a um velho que vai a correr: "Você corre tão mal! Por favor, saia da frente" ou "você corre mal e ainda por cima é feio a mexer-se"? Isso é uma avaliação. O velho diz: "Corro porque gosto. Quando corro, sinto-me um corredor." Quem és tu para dizer que ele não é um corredor?
Entrevista de Bárbara Reis a Miguel Esteves Cardoso, no Ípsilon de 26 julho, 2024.